|
RISCO OPERACIONAL
Este relatório tem por finalidade divulgar os aspectos considerados relevantes
referentes a Riscos Operacionais no Banco BNP Paribas Brasil S/A.
DEFINIÇÃO DE RISCO OPERACIONAL
Risco Operacional é definido como a possibilidade de ocorrência de perda resultantes de falha, deficiência ou inadequação de quaisquer processos internos envolvendo pessoas, sistemas ou de eventos externos e inesperados. Esta definição inclui o risco legal associado à inadequação ou deficiência em contratos, bem como a sanções em razão do descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades do Banco.
CULTURA
O BNP Paribas entende que a adequada gestão do Risco Operacional está diretamente relacionada com o comprometimento de todos os colaboradores e nesse sentido investe constantemente na disseminação da cultura de controle e de um alto padrão de comportamento ético na condução dos negócios em todos os níveis da Instituição, buscando incutir entre seus colaboradores uma consciência mais preventiva do que reativa, mitigando a exposição da Instituição a esses mencionados riscos.
ESTRUTURA / AMBIENTE
Em linha com os princípios de Governança Corporativa, aos preceitos da Basiléia e às normas do Banco Central do Brasil, o Banco BNP Paribas Brasil S/A possui uma área dedicada à gestão e monitoramento do risco operacional, com políticas claramente definidas e divulgadas a todo Banco, apoiada em processos e ferramentas implementados de acordo com a natureza e a complexidade dos produtos, serviços e atividades do Banco.
A área de gerenciamento de Risco Operacional é suportada pela Alta Administração do Banco BNP Paribas, principalmente por meio do Comitê de Controles Internos e pelo Comitê de Auditoria.
Conforme a definição de Risco Operacional, há uma infinidade de situações que podem se caracterizar como sendo um evento associado ao risco operacional. Dessa forma, para um melhor gerenciamento desses eventos o BNP Paribas os tipifica da sequinte forma:
-
Fraude Interna
-
Fraude Externa
-
Demandas trabalhistas e segurança do local de trabalho
-
Práticas inadequadas relativas a clientes, produtos e serviços
-
Danos a ativos físicos
-
Interrupção dos negócios
-
Falhas em sistemas de TI
-
Falhas na execução, cumprimento de prazos e gerenciamento das atividades
-
Erros de boletagem
-
Acordo Comercial
No mês de maio/2010 implantamos o novo sistema interno para gestão de riscos operacionais, em substituição à solução de mercado adotada em 2007. Como valor agregado, além da maior facilidade para implementação de novas funcionalidades o novo sistema oferece melhor performance operacional.
ALOCAÇÃO DE CAPITAL
O acordo da Basiléia II estabelece como medida para proteger a solvabilidade das instituições financeiras e as partes envolvidas em seus negócios, a necessidade das Instituições alocarem uma parcela de seu capital com vistas à fazer frente à eventuais prejuízos operacionais.
O Banco BNP Paribas Brasil S/A, no 1º semestre de 2010 manteve a posição conservadora dos últimos semestres de utilizar a metodologia de abordagem básica (BIA – Basic Indicator Approach) para a alocação de capital regulatório para fins de riscos operacionais, por considerar que a mesma continua sendo a mais apropriada em função do atual cenário mundial e de acordo com a natureza e a complexidade dos produtos, serviços e atividades do Banco.
É objetivo permanente do Banco BNP Paribas Brasil S/A aprimorar continuamente a qualidade da gestão de riscos e atingir padrões que possibilitem a migração futura para metodologias mais avançadas que permitam alocar parcela menor de capital que a exigida pelo método básico atualmente adotado.
No 1º semestre de 2010, os aspectos relacionados a riscos operacionais se mativeram dentro do previsto não havendo perdas significativas registradas.
PLANO DE CONTINUIDADE DOS NEGÓCIOS
Para reduzir os efeitos do risco operacional, o Banco implementou o Plano de Continuidade de Negócios (PCN), o qual é fundamentado numa estrutura de processos contingenciais que asseguram a continuidade de seus negócios diante de situações graves e adversas. Dispomos ainda de instalações externas para assegurar a rápida recuperação das atividades em situações que impeçam o acesso às nossas instalações atuais.
Objetivando a efetividade do PCN, em face a uma situação real de ativação, são realizados testes periódicos das soluções de contingência adotadas, assim como efetuadas avaliações contínuas quanto a necessidade de aprimoramento e evolução dos recursos envolvidos de modo a compatibilizar os resultados esperados frente às variáveis que se modificam ao longo do tempo.
|