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POLÍTICA INSTITUCIONAL DE GESTÃO DE RISCO DE MERCADO
O monitoramento e controle dos riscos de mercado encontram-se firmemente
enraizados na cultura corporativa do Banco BNP Paribas. Nesse aspecto, a
integração do Banco BNP Paribas Brasil com a matriz é total. Este documento, ao
descrever a atividade de monitoramento dos riscos de mercado e determinar as
responsabilidades da área de risco de mercado, formaliza a política de gestão
de risco de mercado do Banco BNP Paribas Brasil, em adequação com a Resolução
3.464 de 26 de junho de 2007. A aprovação desta política institucional pelo
Conselho de Administração do Banco BNP Paribas é efetuada no final de cada ano.
1. ESTRUTURA DO CONTROLE DE RISCO DE MERCADO NO BANCO BNP PARIBAS
O Banco BNP Paribas monitora os riscos aos quais se submete de maneira unificada
sob a estrutura do GRM, Group Risk Management ou “Grupo de Gerenciamento de
Risco”. Isso inclui os departamentos responsáveis pelos:
-
Riscos de Crédito (CRI)
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Riscos de Mercado (R-CM)
-
Riscos Operacionais e Controle Permanente (ORPC)
O monitoramento do risco de mercado encontra-se sob a responsabilidade do R-CM,
Risk Capital Markets ou “Risco para Mercados de Capitais”. Por sua vez esta
área é composta por várias equipes, dentre elas cabe destacar:
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O Portfolio Analysis Team (Equipe de Análise de Carteiras), responsável pelo
monitoramento dos riscos de mercado.
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O Exposure Control Team (Equipe de Controle de Exposição), responsável pelas
informações sobre risco de contraparte.
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O Credit Team (Equipe de Crédito), responsável pelo monitoramento dos riscos
das carteiras que possuem produtos de crédito (derivativos de crédito, MBS, ABS
e outros).
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O Hedge Fund Team (Equipe de Fundos Multimercado), responsável pelas operações
com fundos multimercado.
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O Transaction Analysis Team (Equipe de Análise de Transações), responsável pela
análise e aprovação de novos produtos ou atividades.
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O Risk Architecture Team, (Equipe de Arquitetura de Risco), responsável pela
modelagem dos sistemas de risco – Value at Risk e outras medidas – e pela
geração dos relatórios.
O Portfolio Analysis Team e o Exposure Control Team possuem presença local no
Brasil. O monitoramento do risco de mercado é efetuado pelo Portfolio Analysis
Team São Paulo, doravante PAT SP, que interage de forma estreita com as demais
equipes do R-CM beneficiando-se assim da expertise específica a cada uma delas.
O PAT SP é totalmente independente da estrutura hierárquica do Banco BNP Paribas
Brasil. Os seus membros respondem diretamente para o R-CM de Nova Iorque e
Londres. As políticas salariais são definidas pela diretoria de riscos de
mercado para as Americas localizada em Nova Iorque. No Brasil, o Diretor de
Riscos de Mercado, nomeado em dezembro de 2007 para adequação à Resolução 3464
do Banco Central do Brasil, assegura o relacionamento com os órgãos
reguladores.
2. MONITORAMENTO DO RISCO DE MERCADO
ESCOPO & FREQÜÊNCIA
O PAT SP tem a obrigação de monitorar a exposição a risco de mercado do Banco
BNP Paribas Brasil. Isso inclui as posições proprietárias, as atividades com
clientes e a gestão do caixa do banco. A íntegra das posições registradas no
Balanço Contábil da instituição financeira deve portanto encontrar-se sob
supervisão.
Todo fator de risco que influencie o valor a mercado das posições acima deve ser
controlado. O conjunto de fatores deve abranger entre outros:
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A exposição cambial em moeda estrangeira.
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A exposição às variações nas taxas de juros, inclusive os cupons de:
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Moeda estrangeira
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Inflação
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Juros
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A exposição às volatilidade de taxa de juros e taxas de câmbio.
O cálculo da sensibilidade das carteiras do Banco aos diversos fatores de risco,
o Value-at-Risk e a subseqüente verificação da adequação das posições aos
limites em vigor devem ser efetuadas diariamente e divulgados à alta gerência
em relatório de circulação global.
Além da análise quantitativa descrita acima, testes de estresse devem também ser
realizados diariamente.
Uma vez por semana o PAT SP deve consolidar as informações contidas nos
relatórios diários num relatório que inclui também informações sobre o
comportamento da economia brasileira, dos principais preços negociados no
mercado financeiro, dos resultados obtidos pelas diversas áreas de negócios
além de testes de estresse adicionais. Esses dados, uma vez consolidados com os
das demais localidades, são apresentados à alta gerência do Banco BNP Paribas
em reunião semanal sediada em Londres.
LIMITES
Os principais limites aos quais o Banco BNP Paribas Brasil deve se submeter são
definidos em Comitê de Risco de Mercado Global, (CMRC, Capital Markets Risk
Committee). Os membros deste comitê incluem a alta gerência do R-CM assim como
os responsáveis das principais atividades de negócios do Banco BNP Paribas.
Cabe ao PAT SP assegurar-se que os limites são calibrados adequadamente e
advertir sobre uma eventual necessidade de alteração destes, caso o cenário
econômico-financeiro sofra mudanças significativas.
As posições que causam um estouro de limite devem ser devidamente documentadas
tanto nos relatórios de circulação global como nos sistemas interno de risco de
mercado. O PAT SP deve seguir o procedimento delineado globalmente para
assegurar o pronto enquadramento das posições que geraram o estouro.
Além dos limites estabelecidos pelo Comitê de Risco de Mercado Global, outros
limites podem ser sugeridos pelo PAT SP ou pelos responsáveis por um linha de
negócios. Estes limites devem também ser monitorados diariamente.
SISTEMAS
Os cálculos necessários ao monitoramento interno das posições devem ser
efetuados através dos sistemas desenvolvidos pela Equipe de Arquitetura de
Risco e demais áreas de pesquisa do grupo BNP Paribas. Esses sistemas são
submetidos a avaliações periódicas (teste retro-ativos). A implementação de
novas versões é precedida por um período de testes que envolve cada
representação geográfica do banco. O PAT SP deve então avaliar os impactos
destas mudanças sobre seu perímetro de atuação.
O monitoramento do Patrimônio de Referência Exigido (Resolução 3.490) é efetuado
com o uso de sistema desenvolvido externamente por empresa brasileira de
presença expressiva no mercado. Esse aplicativo deve ser validado
periodicamente pelo PAT SP.
3. PAPEL INSTITUCIONAL
A política de risco de mercado no Banco BNP Paribas Brasil abrange também outros
aspectos além do monitoramento das exposições do banco aos diversos fatores de
risco de mercado. O papel do R-CM é também de supervisor. Ele deve assegurar-se
que algumas normas internas são respeitadas. Dentre estas, três funções tem
papel diferenciado:
NOVAS ATIVIDADES
É norma interna do Banco BNP Paribas condicionar a negociação de novos produtos
a uma aprovação das diversas funções de controle. Requer-se que o patrocinador
do novo produto ou atividade convoque um comitê de aprovação que deve incluir
um representante do R-CM.
Por sua vez o R-CM, através do PAT SP, tem a missão de verificar que os riscos
de mercado inerentes à nova atividade são passíveis de monitoramento e possuem
limites já estabelecidos. O documento de aprovação deve conter uma análise
detalhada sobre os riscos de mercado. Os pedidos de desenvolvimento
tecnológicos, eventuais limites a serem definidos e demais condições
necessárias ao controle dos riscos de mercado devem constar no documento.
MARCAÇÃO A MERCADO
As ferramentas utilizadas para a marcação a mercado oficial das posições do
Banco BNP Paribas devem ser validadas pelo R-CM. Isso abrange tanto os
algoritmos de apreçamento de cada instrumento financeiro como as definições do
mercados na base de dados oficial do banco. O R-CM deve assegurar que os
mercado são adequadamente modelados (definição dos instrumentos escolhidos para
composição das estruturas a termo, escolha das técnicas de interpolação e etc).
VALIDAÇÃO DOS PARÂMETROS DE MERCADO
O R-CM, através do PAT SP, tem a obrigação de verificar que os parâmetros
utilizados para a marcação a mercado encontram-se em linha com os preços de
mercado. O objetivo consiste em identificar potenciais desvios em relação a uma
marcação a mercado independente.
Os dados utilizados para este exercício devem ser neutros no sentido em que não
podem ser obtidos das áreas de negócios. São aceitos preços de bolsas, preços
de associações de mercado (por exemplo, ANDIMA) ou grupos de bancos e cotações
de corretoras. Estes preços devem ser conservados pelo R-CM para eventuais
consultas ou auditorias.
As diferenças encontradas entre a marcação a mercado efetuada com os parâmetros
coletados pelo R-CM e os parâmetros internos devem ser documentadas em
relatório a ser entregue à alta gerência global e à diretoria local. Diferenças
acima de um valor crítico estabelecido pelo PAT SP
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